A importância da escrita expontânea
A aprendizagem da leitura e da escrita não ocorre da mesma forma para
todos as crianças e, dependendo da maneira como o processo de ensino é
orientado, pode ocasionar dificuldades na aprendizagem de modo geral. A criança
começa a desenvolver a escrita antes mesmo de ingressar na escola, por meio da
visão de mundo que ela presencia. Todavia a criança, ao ingressar na escola, se
depara com a escrita, percebendo-a como se fosse uma atividade nova. Como o
objetivo mais importante da alfabetização é ensinar a escrever, as crianças com
dificuldades de aprendizagem da leitura e da escrita requerem uma atenção
especial. Um dos grandes problemas que ocorre na escola é que ela ensina a
escrever sem ensinar o que é escrever podendo portanto, gerar dificuldades de
aprendizagem. Ao observar a literatura existente pode-se observar que os
professores de alfabetização ou de português sabem muito pouco sobre a natureza
da escrita: como funciona e como deve ser usada em diferentes situações.
A escrita é um desafio para a criança na alfabetização. Mesmo sabendo que
devem aprender a escrever, é muito importante que aprendam o que é a escrita, as
maneiras possíveis de escrever, a arbitrariedade dos símbolos, a convencionalidade
que permite a decifração, as relações variáveis entre letras e sons que permitem a
leitura. Enfim, é preciso saber o processo de aquisição da leitura e da escrita. Por
isso, ninguém escreve ou lê sem motivo, sem motivação.
Segundo Cagliari (1997): “A escrita seja ela qual for, tem por objetivo
primeiro a leitura. A leitura é uma interpretação da escrita que consiste em traduzir
os símbolos escritos em fala. Alguns tipos de escrita se preocupam com a expressão
oral e outros simplesmente com a transmissão de significados específicos, que
devem ser decifrados por quem é habilitado.”
Ao ler um texto que foi criado pelo aluno, o professor tem que ler de forma
correta, mesmo que haja erros, para que não ocorra constrangimento. O ideal é que
o professor motive a criança a corrigir os seus próprios erros, ou seja, incentive a
autocorreção e autocrítica. Se o professor não é claro e cientificamente correto no
tratamento das relações entre letra e som, poderá trazer conflito para as crianças e
até mesmo criar empecilhos ao desenvolvimento da aprendizagem.
Também é necessário que o professor faça um levantamento das
dificuldades apresentadas pelos alunos, utilizando as diversas metodologias
disponíveis tais como: textos livres, contagem de histórias ou outras atividades que considerem necessárias. Com essas atividades ele poderá descobrir os elementos
que apontam as reais dificuldades e facilidades dos alunos no aprendizado da leitura.


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